Le Desordre C’est Moi


Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.
dezembro 7, 2010, 1:27 am
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Tenho andando tentando fugir da incerteza que se encontra a minha vida. Apesar de tantos caminhos a seguir acabo parada olhando para todos os lados como um cachorro assustado procurando seu dono, sem entender exatamente aonde posso parar. Qualquer rota vai me levar num local diferente que talvez me faça ser a mesma pessoa ou que mude completamente a minha vida e deixe tudo invertido. E eu não sei se é isso que eu quero. Ou se não é.
Por hora permaneço parada buscando uma luz atrás de qualquer um dos caminhos, mas começo a ficar tentada a fechar os olhos, girar e escolher no escuro qual será o destino que vou tomar, já que parece que ninguém mais pode gritar meu nome guiando qual é o caminho mais seguro, feliz e que me deixará mais satisfeita. (Alguém fez isso um dia?)

A impossibilidade de escolher mais de um caminho me corrói de uma maneira absurda, só imaginando a quantidade de VIDA que estou desperdiçando deixando de aproveitar todos eles, podendo escolher apenas um, dentre tantos. Poderia viver trinta e cinco histórias diferentes, mas só posso fazer uma escolha, e nem volta ela terá. Cada escolha abre mais uma gama de caminhos que vão me fazer parar e pensar na quantidade de coisas que estou perdendo não podendo aproveitar cada um deles detalhadamente, voltar e escolher o próximo, um após o outro, até decidir qual eu vivi mais e qual me identificaria melhor para traçar o caminho, seja lá qual for ele. Como eu vou saber qual é o caminho, quando não posso nem conhecer todas as opções e destinos?
Acabo sempre de olhos vendados rodando no escuro, escolhendo um destino que não conheço e que vai me levar para onde nunca estive. Mas e os outros destinos, cada caminho que eu não escolhi, para onde eles vão? Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.



A essência de um relacionamento
julho 19, 2010, 4:55 pm
Filed under: Comportamento, Inspiração, Literatura, para pensar, sentir | Tags: , , ,

Companheirismo

Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Adélia Prado

Poucas palavras que resumem como é fácil, possível e delicioso ser feliz quando se tem um companheiro (e não apenas um marido/mulher).



Seu lugar
junho 22, 2010, 3:04 pm
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Podia sentir que naquele lugar ela poderia dançar entre suas mil personalidades, oscilando em temperamentos e vontades, como sempre desejou.
Que ali poderia ser quem ela realmente era, pensar e falar o que quisesse, contar seus maiores medos, dos infantis aos realmente assustadores. E dizer tudo que ela estava sonhando sem ser taxada de louca ou mal interpretada.
Ela não é pré julgada, é acolhida.

É ali que ela quer passar essas noites de inverno que estão por vir, comendo besteiras, brincando com seus cachorros, fazendo as unhas ou dormindo. Não importa o que, importa onde.
E que afinal, pensar todas as loucuras que ela pensou a vida inteira não é errado, ela pode contar ali, e é estimulada a pensar ainda mais a fundo, enlouquecer e se perder cada dia mais. Afinal, o lugar geográfico é o de menos.

E ela notara que ali, deitada naquele ombro, era seu lugar.

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Você só recebe de si mesmo quando dá aos outros.
dezembro 10, 2009, 6:03 pm
Filed under: para pensar, relacionamento, sentir | Tags:

Manter um relacionamento é difícil, e estará mentindo quem dizer que não. Você precisa aprender a dividir tudo com alguém que não compreende metade das suas atitudes porque não é você mesmo, e é assim inversamente também. Por que ele sempre precisa fazer essa careta quando não gosta de alguma coisa?
É difícil dividir sua vida com alguém que, apesar de te amar, não é você. Dividir as mesmas experiências com alguém que há alguns meses atrás era um completo desconhecido e você vivia sua vidinha sem nem pensar em se relacionar. E agora? Agora você se descabela quando ele não liga e briga porque ele não abriu a porta do carro para você entrar. Agora me diz, quem abria a porta para você entrar antes desse relacionamento começar?
Quando iniciamos um relacionamento, nossas prioridades mudam, e queremos muito mais do que tivemos quando a solteirisse era nossa melhor amiga. Mas é claro, você me diz, afinal um relacionamento é pra te adicionar coisas, certo? Errado.
Um relacionamento só existe quando você adiciona coisas nele. Quando seu parceiro adiciona alguma coisa nele. O que aprendemos é a adicionar, não a alguém nos acrescentar algo. Não devemos esperar que o homem perfeito apareça e te acrescente alguma coisa. Você acrescenta a ele, e você aprende a dar (sem piadinhas). A equação dos relacionamentos é justamente aprender a dar para receber. Você dedica a uma pessoa algumas de suas qualidades, dá a ela o prazer de receber, e recebe o prazer de aprender a dar. Porque no final, ela não vai receber nada seu, e sim apenas dela mesma, que também está tentando dar alguma coisa ao relacionamento (e não a você, veja bem).
E no final, ninguém recebeu nada de ninguém, apenas de si mesmo. E aquela história de que as pessoas completam-se apenas por elas mesmas está corretíssima. Mas sem alguém do seu lado, você nunca vai aprender a arte de doar-se, e então, nunca vai receber, mesmo que seja de si mesma.
Esse parece ser o primeiro passo, aprender a dar para receber de si mesma. Depois de passar essa fase, talvez você acabe por começar a ouvir o outro e talvez receber alguma coisa de alguém além de você mesmo. Mas o que predomina, sempre, é o que você vê dos outros e da vida, capta para si mesma, aprendendo sozinha a tornar-se aquilo que gostaria que fosse. Ou não.



O que é o amor pra você hoje?
novembro 16, 2009, 4:54 pm
Filed under: para pensar, relacionamento, sentir | Tags:

Texto retirado do vídeo feito por Don’t touch my moleskine, em sua série que tem o nome do post de hoje.

O que que é o amor pra você hoje?
O amor? Ah, são tão tantas coisas. Mas são pessoas queridas que estão perto de mim, minha familia, meus amigos e meus possiveis futuros namorados que eu não tenho no momento acho, mas são eles todos, né

Sei, e voce ja sofreu por amor?
Azar de quem não, né. Tive a sorte de já sim já ter sofrido por amor, mas eu ainda espero sofrer bem mais.

Jura?
Claro
Você gosta de sofrer?
Ah, não, eu não gosto, mas sofrer faz parte. Acho que tão maravilhoso é o amor na hora que ele tá dando certo, dificil ele é quando você ta sofrendo, mas acho que nao existe uma experiencia sem a outra. E acho que você nunca pode se arrepender do amor que voce sentiu por causa da dor que você tá sentindo, então acho que faz parte.

Como é seu nome?
Dudu Bertholini



O amor é importante, porra

Diariamente passo por diversas avenidas e ruas importantissimas de São Paulo, e ao menos 2x/dia, vejo esta frase. Renderia apenas um post no twitter, mas ao fazer uma busca no flicrk encontrei diversas fotografias de pessoas que também viram (ou vêem constantemente) essa pichação e registraram:

O amor é importante, porra

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Eu já a vi escrita na Av. Cruzeiro do Sul, várias na Rua Augusta (onde também tem um cartaz), na Rua da Consolação, e se não me engano, na Cardeal Arcoverde. É bem provavel que esteja em vários outros lugares, e acho genial todo dia passar por uma coisa assim escrita na rua, para qualquer um que passar por lá dar uma lida, e quem sabe até refletir, né? Ainda mais do jeito que vivemos hoje em dia.

E não adianta tentar limpar não, na consolação já foi re-escrito duas vezes no mesmo lugar após apagado 😉

e é isso aí.

ps: alguém já viu em algum outro lugar diferente?



A inevitável espera
março 31, 2009, 2:26 am
Filed under: Atualidades, emprego, Pessoal, Propaganda, publicidade, sentir, Vida Real

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Se há uma coisa pior que pessoas que apenas “esperam acontecer”, é querer fazer acontecer mas precisar esperar do empurrãozinho inicial, da aprovação de alguém e do disparo da corrida. Tanta gente por aí esperando acontecer, sem fazer por merecer nada que conquista, enquanto as pessoas que realmente estão afim de ir lá e dar a cara a tapa, correr atrás, crescer, ousar, não tem oportunidade e precisam esperar.

As vezes parece que só pra quem não faz questão de nada as coisas acontecem. Igual quando uma mulher está doida atrás de um namorado e ninguém interessante aparece na vida dela, aí quando desencana chove de gente legal. Quanto menos você quer as coisas, parece que mais elas aparecem, e viceversa.
As vezes dá vontade de simplesmente largar mão e ficar esperando alguma coisa aparecer na minha vida e me chutar da poltrona confortavel que eu fiquei sentada esse tempo todo, quando tudo que eu queria era estar crescendo com um desafio novo a cada dia. Mas preciso esperar por eles, sem pretenção. Porque pelo ritmo que vai, continuando atrás como estou, só vai surgir algo realmente interessante na minha vida profissional em 2012.