Le Desordre C’est Moi


A Desordem

Depois de 2 anos e meio nesse endereço absurdamente dificil de escrever (Le Desordre C’est Moi), agora estou escrevendo aqui:

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Se você já seguia meu RSS, é só mudar pra esse endereço aqui: http://feeds.feedburner.com/adesordem

Ainda tá bem no comecinho, mas é isso aí. Lá com certeza vai ser bem mais atualizado que aqui, tá?

Beijo 🙂



Você só recebe de si mesmo quando dá aos outros.
dezembro 10, 2009, 6:03 pm
Filed under: para pensar, relacionamento, sentir | Tags:

Manter um relacionamento é difícil, e estará mentindo quem dizer que não. Você precisa aprender a dividir tudo com alguém que não compreende metade das suas atitudes porque não é você mesmo, e é assim inversamente também. Por que ele sempre precisa fazer essa careta quando não gosta de alguma coisa?
É difícil dividir sua vida com alguém que, apesar de te amar, não é você. Dividir as mesmas experiências com alguém que há alguns meses atrás era um completo desconhecido e você vivia sua vidinha sem nem pensar em se relacionar. E agora? Agora você se descabela quando ele não liga e briga porque ele não abriu a porta do carro para você entrar. Agora me diz, quem abria a porta para você entrar antes desse relacionamento começar?
Quando iniciamos um relacionamento, nossas prioridades mudam, e queremos muito mais do que tivemos quando a solteirisse era nossa melhor amiga. Mas é claro, você me diz, afinal um relacionamento é pra te adicionar coisas, certo? Errado.
Um relacionamento só existe quando você adiciona coisas nele. Quando seu parceiro adiciona alguma coisa nele. O que aprendemos é a adicionar, não a alguém nos acrescentar algo. Não devemos esperar que o homem perfeito apareça e te acrescente alguma coisa. Você acrescenta a ele, e você aprende a dar (sem piadinhas). A equação dos relacionamentos é justamente aprender a dar para receber. Você dedica a uma pessoa algumas de suas qualidades, dá a ela o prazer de receber, e recebe o prazer de aprender a dar. Porque no final, ela não vai receber nada seu, e sim apenas dela mesma, que também está tentando dar alguma coisa ao relacionamento (e não a você, veja bem).
E no final, ninguém recebeu nada de ninguém, apenas de si mesmo. E aquela história de que as pessoas completam-se apenas por elas mesmas está corretíssima. Mas sem alguém do seu lado, você nunca vai aprender a arte de doar-se, e então, nunca vai receber, mesmo que seja de si mesma.
Esse parece ser o primeiro passo, aprender a dar para receber de si mesma. Depois de passar essa fase, talvez você acabe por começar a ouvir o outro e talvez receber alguma coisa de alguém além de você mesmo. Mas o que predomina, sempre, é o que você vê dos outros e da vida, capta para si mesma, aprendendo sozinha a tornar-se aquilo que gostaria que fosse. Ou não.



O que é o amor pra você hoje?
novembro 16, 2009, 4:54 pm
Filed under: para pensar, relacionamento, sentir | Tags:

Texto retirado do vídeo feito por Don’t touch my moleskine, em sua série que tem o nome do post de hoje.

O que que é o amor pra você hoje?
O amor? Ah, são tão tantas coisas. Mas são pessoas queridas que estão perto de mim, minha familia, meus amigos e meus possiveis futuros namorados que eu não tenho no momento acho, mas são eles todos, né

Sei, e voce ja sofreu por amor?
Azar de quem não, né. Tive a sorte de já sim já ter sofrido por amor, mas eu ainda espero sofrer bem mais.

Jura?
Claro
Você gosta de sofrer?
Ah, não, eu não gosto, mas sofrer faz parte. Acho que tão maravilhoso é o amor na hora que ele tá dando certo, dificil ele é quando você ta sofrendo, mas acho que nao existe uma experiencia sem a outra. E acho que você nunca pode se arrepender do amor que voce sentiu por causa da dor que você tá sentindo, então acho que faz parte.

Como é seu nome?
Dudu Bertholini



old forced changes sucks.

Durante toda sua vida, qualquer experiencia que aconteça em apenas um dia poderá te marcar para sempre. Seja uma atitude mal pensada, uma resposta cortada a um elogio ou uma ligação não atendida. Cada pedacinho da sua vida, dia após dia, vai montando o que você é, a maneira de agir em certas situações, de formas de ver um relacionamento e de demonstrar qualquer coisa a alguém. Muitas vezes pensamos que não há mal nenhum em ficar com aquela pessoa que não necessariamente te faz mal, mas também não te faz bem e te limita, mas a longo prazo isso pode ter consequencias irreparaveis.
Ser “obrigado” a agir de uma forma que você não está acostumado te faz mudar, as vezes para algo melhor, outras vezes para algo pior, depende do ponto de vista. A partir do momento que você aceita que tentará mudar, sua cabeça está aberta a essa tentativa e irá te ajudar da maneira que for possivel. Muitas vezes mudamos para tentar agradar outra pessoa, desde situações comuns como não fazer tantas ligações pois a pessoa trabalha muito ou mesmo agir de um modo mais carinhoso pois essa pessoa sente necessidade de estar sempre com um bom lembrete seu que você se importa com ela. O que devemos pensar sempre, é que essas mudanças, por melhores que pareçam no momento, podem mudar todo seu destino, sendo isso bom ou não.

Sempre fui uma pessoa extremamente carente e grudenta, mas após um namorado que não recebia bem esse meu tipo de ser no relacionamento, acabei me adaptando, já que não era algo que eu realmente sofreria se mudasse, não achei problema. Com o passar dos anos, isso só foi se agravando mais, tanto por mim mesma como pelas pessoas que estavam a minha volta. Pessoas X atraem pessoas X. Para mim, isso de os opostos se atraem nunca valeu completamente, já que eu nunca me apaixonaria por uma cara que não tem os mesmos gostos que eu para nada e que absolutamente nada bate. E quando você decide mudar sua “origem” para ser o que você não é realmente, as chances de você acabar criando uma mascara são grandes, fingindo a todos que você é uma coisa que não é real. Você até quer ser, mas nao é sua essencia, não está dentro de você e não é o que você sente.

Fico pensando agora se eu não tivesse me adaptado a alguém algumas vezes, mesmo que isso me fizesse sofrer ou me limitasse (e é claro que não percebi isso na hora, amor é cego. E burro.) como estaria hoje. Essas situações todas acabam criando um modo de ver a vida e diferentes tipos de conceitos em relação atitudes alheias, as vezes vendo que você já não é mais uma criancinha facilmente iludivel, e outras mostrando o quanto “traumas” passados estão refletindo agora, no presente.

Não é facil ver que uma pessoa hoje em dia quer ser tratada do jeito que você sempre quis tratar alguém no passado, mas simplesmente escondeu essa vontade num buraco pois a pessoa não merecia/queria que fosse assim, te limitava. Até sua cabeça acostumar que não é mais errado querer fazer o que você queria, lembrar sempre, querer estar sempre perto e tudo mais…não é facil. Enquanto isso, você se culpa por não conseguir expressar tudo que quer e agir do jeito que sempre achou fácil antes de seu ultimo relacionamento, se xingando constantemente por ter se auto-podado tanto que não consegue mais ser você mesma sem pensar em mils prós e contras achando que a pessoa ao seu lado não vai gostar. Ou simplesmente você cresceu, e mudou. Ainda bem.



A beleza do outro
outubro 10, 2008, 4:25 am
Filed under: para pensar, relacionamento, sentir

Você consegue enxergar toda a beleza que há em seu parceiro? A beleza dos detalhes, das curvas, do jeito de ver a vida, das diferenças, do toque? Não basta apenas você amar uma pessoa com todas as suas forças, você (e ela) tem que trabalhar para isso dar certo. Ninguém foi feito para encaixar perfeitamente num outro alguém, as diferenças estão aí justamente para provar isso, e a idéia do amor é a explicação ideal do encaixe de dois corpos distintos. Todo ser humano possui defeitos, medos, anseios, desejos e prazeres. Voce sabe todos da pessoa que ama?

Muita gente, depois de um certo tempo de relacionamento, começa a se encomodar muito com algumas diferenças do outro. E por que não, ao invés de se estressar, desgastar e brigar por causa deles, não é criado um interesse justamente nessa reação? Tornar o que poderia ser um caos em desejo, em busca, conhecimento. Conhecer as excentricidades da pessoa que ama é tão importante quanto conhecer as qualidades. Aquele homem que a encanta só com um sorriso tem dentro de si um bom motivo para ser timido e fechado. Ao conhecer o que há de mais escondido dentro de seu parceiro, é possivel desvendar milhares de mistérios dele, e isso é fascinante! Conhecer cada pedacinho de suas idéias, cada desejo com seus minimos detalhes, sentir o cheiro do lugar que ele quer estar, pensar juntos em uma mesma coisa…
A partir daí você pode escolher continuar querendo que ele mude – o que será muito mais fácil de conversar, por compreender tudo que há por trás daquilo – ou continuar fascinado com aquelas diferenças gritantes entre vocês, que pode tornar tudo ainda mais excitante.

Mais do que apenas viver ao lado de alguém, é estar dentro do pequeno mundinho que ele vive. Assim como li outro dia no Não2Não1, é preciso aprender a respirar seu parceiro. Admira-lo enquanto dorme e ver como é linda aquela pequena cicatriz que adquiriu quando criança, no cantinho da testa, perto do cabelo. A barba crescendo irregular. Sentir o cheiro de seu corpo, com ou sem perfume, e se arrepiar com a explosão de sensações que esse cheiro lhe dá. Fechar os olhos e poder sentir suas mãos deslizando pelo seu corpo, sem que ele mova um dedo.

A pessoa que está ao seu lado, a vida toda, sentiu coisas totalmente diferentes das que você sentiu. Cada pedacinho de sua vida é uma experiencia única, vivida exclusivamente por ele. Uma das coisas mais fascinantes de se relacionar com alguém é compartilhar essas experiencias, não tentando faze-lo sentir como você sentiu, mas proporcionando experiencias que abrirão portas para sentir milhares de coisas novas.

O que parece estar se perdendo cada vez mais é a vontade de tornar a sua presença algo realmente marcante na vida de quem se ama. Muita gente sequer o faz porque não vê algo que o beneficie também. Oferecer algo que ela jamais sentiu fará com que esse momento seja lembrado daqui 10, 20, 50 anos, e isso refletirá em você a todo momento, através de respostas “com a mesma moeda”, maior liberdade para se abrir e mais conhecimento para você, sobre a pessoa que você ama. Quanto mais você se dá para uma pessoa que quer lhe receber, mais essa pessoa se dá para você.

É fascinante o poder que cada um tem sobre o outro num relacionamento. Acompanhar cada gesto, conhecer cada movimento, poder oscilar suas sensações em questão de minutos. Poder fazer aquele ser-humano que você tanto ama se sentir como o mais amado do planeta. Faze-lo gritar, transpirar emoção, sorrir bobo, tremer, tudo ao mesmo tempo. Aquelas pequenas descobertas que você faz ao longo do relacionamento se tornam peças principais na composição de situações que envolvem sensações únicas para ambos. A intimidade é a chave para tornar momentos simples em motivos para que o amor só cresça, se renove e seja lembrado para sempre.

Amar uma pessoa é como admirar uma obra de arte. Você consegue apontar milhares de detalhes, explicar cada pedacinho, se deliciar tentando entender o porque daquela cor estar ali naquele canto, supor milhares de teorias, mesmo que elas não sejam verdade, e ainda assim, mante-la ali, na cabeceira de sua cama, para poder admira-la com um novo olhar amanhã, e outro depois e depois…

Agradeço, por inspiração, ao Gustavo Gitti, que me fez abrir os olhos novamente para a importancia de se respirar a essencia do ser humano.

Tinha tanta coisa a dizer que acabei tentando esmagar tudo em um post só, tornando-o meio confuso. Faz anos que não escrevo o que estou pensando para alguém mais ler do que eu mesma, então tenho um desconto ^^.



Venus x Marte
agosto 17, 2008, 9:35 pm
Filed under: Comportamento, Diversão, relacionamento, Vida Real

Pelas minhas andanças pelo blogosfera atual, sempre me deparo com bilhoes de blogs que falam sobre relacionamento, tentando entender o sexo oposto numa briga inacabavel de quem-decifra-quem. Até aí, eu acho muito interessante esse tipo de coisa quando você fala sobre seu próprio sexo e deixa claro que VOCÊ pensa assim, não todo mundo. É engraçado esses jornalistas da Claudia, Nova ou sei lá qual revista que escrevem coisas absurdas que você, com um minimo de senso de ridículo, não deve seguir. Quem escreve aquele tipo de coisa?

“Uma edição especial para você e o gato comemorarem o Natal à moda NOVA. Inclui posição da Rena, loucuras com fios de ovos, carta erótica a Noel…”

Fonte

E eles garantem que Papai Noel vai ficar muito feliz em receber uma carta erótica e o saco vai ficar cheio. De presentes.

O problema desse tipo de blog é que as pessoas mais burras ingenuas seguem aquilo como se fosse uma Biblia! Todos os homens gostam quando você finge que não tá nem aí, todas as mulheres A-DO-RAM quando você entope a caixa de mensagens do celular dela com mensagens de Bom dia, boa tarde, boa noite, bom sonhos, bom inclua-qualquer-coisa-aqui, os homens gostam de quem não se importa e as mulheres adoram um nhenhenhe (Se fosse exatamente assim, a homossexualidade ia ser um achado).

O que é realmente interessante é essa diferença entre os dois, esse contraste. Muitos homens são sensiveis e carinhosos e muitas mulheres que são cafas. Não é porque ela não liga que ela tá fazendo joguinho e não é porque ele gosta de sexo que essa é a unica coisa que ele quer com absolutamente todas as mulheres. Não são só as mulheres que gostam de serem mimadas e não são só os homens que gostam de sexo (e podem faze-lo sem culpa ou compromisso algum). É divertido tentar entender a mente do outro? É, muito. Ainda mais quando sua analise está certa. Mas uma hora a outra pessoa vai perceber essa sua tentativa de compreender tudo e vai encher o saco. Alguém te analisando e jogando com você toda hora é um saco. Na hora da conquista, ok. Mas para o resto da vida, quando você já namora ou já até casou, não faz sentido. Assim como as mulheres precisam perder essa mania, os homens também. Como você pode namorar com alguém que se você se mostra estar apaixonada e ele se afasta porque sabe que tem você na mão? Essa briguinha de sexos, depois do pontapé inicial já não pode mais acontecer, se não não há ser humano que aguente. Viver jogando Jogo da Vida (turumpsh) enjoa uma hora.