Le Desordre C’est Moi


A Desordem

Depois de 2 anos e meio nesse endereço absurdamente dificil de escrever (Le Desordre C’est Moi), agora estou escrevendo aqui:

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Se você já seguia meu RSS, é só mudar pra esse endereço aqui: http://feeds.feedburner.com/adesordem

Ainda tá bem no comecinho, mas é isso aí. Lá com certeza vai ser bem mais atualizado que aqui, tá?

Beijo 🙂

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Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.
dezembro 7, 2010, 1:27 am
Filed under: Comportamento, Pessoal, sentir | Tags: , ,

Tenho andando tentando fugir da incerteza que se encontra a minha vida. Apesar de tantos caminhos a seguir acabo parada olhando para todos os lados como um cachorro assustado procurando seu dono, sem entender exatamente aonde posso parar. Qualquer rota vai me levar num local diferente que talvez me faça ser a mesma pessoa ou que mude completamente a minha vida e deixe tudo invertido. E eu não sei se é isso que eu quero. Ou se não é.
Por hora permaneço parada buscando uma luz atrás de qualquer um dos caminhos, mas começo a ficar tentada a fechar os olhos, girar e escolher no escuro qual será o destino que vou tomar, já que parece que ninguém mais pode gritar meu nome guiando qual é o caminho mais seguro, feliz e que me deixará mais satisfeita. (Alguém fez isso um dia?)

A impossibilidade de escolher mais de um caminho me corrói de uma maneira absurda, só imaginando a quantidade de VIDA que estou desperdiçando deixando de aproveitar todos eles, podendo escolher apenas um, dentre tantos. Poderia viver trinta e cinco histórias diferentes, mas só posso fazer uma escolha, e nem volta ela terá. Cada escolha abre mais uma gama de caminhos que vão me fazer parar e pensar na quantidade de coisas que estou perdendo não podendo aproveitar cada um deles detalhadamente, voltar e escolher o próximo, um após o outro, até decidir qual eu vivi mais e qual me identificaria melhor para traçar o caminho, seja lá qual for ele. Como eu vou saber qual é o caminho, quando não posso nem conhecer todas as opções e destinos?
Acabo sempre de olhos vendados rodando no escuro, escolhendo um destino que não conheço e que vai me levar para onde nunca estive. Mas e os outros destinos, cada caminho que eu não escolhi, para onde eles vão? Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.



WishList
maio 16, 2009, 3:20 am
Filed under: eu quero, Moda, Pessoal | Tags:

Coisas que eu quero  (leia-se preciiiiso :~):

(já que meu aniversário tá chegando, não custa nada sonhar, né? Ainda vou me comprar todos esses presentes :~)
Claro que as fotos não sao fieis ao que eu quero exatamente (só algumas), são só modelos semelhantes

De cima pra baixo:
Bota de montaria de couro ecologico (preferencia) sem salto.
Vestidinho xadrez
Regatinha branca com estampa legal e compridinha, pra usar com calça justa
Melissa Three Straps Elevated (ainda não vende no Brasil 😦 mas quero uma dessa preta, quando chegar)
Regatinha soltinha no corpo e compridinha, sem estampa e de cor diferente
camisa xadrez (mais larguinhas que essas da foto o.O)
calça jeans preta skinny sem ser de lycra
bota sem salto e de cano baixo de couro sintético
regatinha soltinha sem estampa e compridinha
Bota de montaria de couro ecologico (preferencia) sem salto. (outro modelo)
wet legging e vestidinhos soltinhos e bonitos (de uma cor só)
tênis de cano alto nesse estilo
sapato preto totalmente NECESSÁRIO ever para todo ser humano que não possui um pênis, e que eu não tenho :~~~~~
(esse é da Corello e custa 199,00, e é exatamente esse que eu PRECISO ter ;_;)
Sapato Oxford da RENNER (creuza total, mas o sapato é lindo *-*) – Custava uns 150 reais se não me engano, espero que o dia que eu tiver dinheiros para compra-lo ele ainda esteja lá, o que eu duvido =~. Mas tem esse sapato em outros lugares também e acho o modelo incrível.

Além disso: 3904589304 de lenços diferentes, várias pulseiras de tamanho médio prateadas e peroladas, óculos escuros que são mais fechadinhos do lado e não vaza luz pelos lados e uma bolsa GRANDE, boa e bonita. de preferencia preta (ou cores neutras) e de couro ecológico.

lerê, lerê, trabaalha negona



A inevitável espera
março 31, 2009, 2:26 am
Filed under: Atualidades, emprego, Pessoal, Propaganda, publicidade, sentir, Vida Real

race-clock1
Se há uma coisa pior que pessoas que apenas “esperam acontecer”, é querer fazer acontecer mas precisar esperar do empurrãozinho inicial, da aprovação de alguém e do disparo da corrida. Tanta gente por aí esperando acontecer, sem fazer por merecer nada que conquista, enquanto as pessoas que realmente estão afim de ir lá e dar a cara a tapa, correr atrás, crescer, ousar, não tem oportunidade e precisam esperar.

As vezes parece que só pra quem não faz questão de nada as coisas acontecem. Igual quando uma mulher está doida atrás de um namorado e ninguém interessante aparece na vida dela, aí quando desencana chove de gente legal. Quanto menos você quer as coisas, parece que mais elas aparecem, e viceversa.
As vezes dá vontade de simplesmente largar mão e ficar esperando alguma coisa aparecer na minha vida e me chutar da poltrona confortavel que eu fiquei sentada esse tempo todo, quando tudo que eu queria era estar crescendo com um desafio novo a cada dia. Mas preciso esperar por eles, sem pretenção. Porque pelo ritmo que vai, continuando atrás como estou, só vai surgir algo realmente interessante na minha vida profissional em 2012.



Drummond
fevereiro 5, 2009, 1:29 pm
Filed under: Literatura, Outros, Pessoal

Poema feito por mim há algum tempo, com trechos da obra Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade.
Gostei bastante do resultado.

O paralelismo dos opostos

Não faças versos sobre acontecimentos, (Procura da Poesia, verso 1)
porque o tempo não mais se divide em seções; o tempo (Vida menor, verso 26)
elidido, domado. (Vida menor, verso 27)
Vinte anos é um grande tempo. (Retrato de Família, verso 21)
Tempo de mortos faladores, (Nosso Tempo, verso 51)
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres. (Carta a Stalingrado, verso 67)

Conheço bem esta casa, (Nosso tempo, verso 55)
Sei apenas que é noite porque me chamam de casa. (América, verso 4)
É noite, não é morte, é noite.(Passagem da Noite, verso 17)
São puras, largas, autênticas, indevassáveis. (Consideração do Poema , verso 8)

Posso, sem armas, revoltar-me? (A flor e a Náusea, verso 5)
Sem fazer barulho, é claro,(Morte do Leiteiro, verso 40)
que barulho nada resolve. (Morte do Leiteiro, verso 41)
Sou apenas um homem. (América, verso 1)
Que a terra há de comer (Os últimos dias, verso 1)
Mas não coma já. (Os últimos dias, verso 2)

Tudo é precioso…(Movimento da Espada, verso 23)
O mundo e todas as coisas (Campo, Chinês e Sono, verso 4)
Como saber se está sonhando? (Campo, Chinês e Sono, verso 7)
Ficou um pouco de luz. (Resíduo, verso 5)

Estou exausta, cética, arruinada.(Noite na Repartição , verso 49)
Como compraste calma? Não a tinhas. (Como um presente, verso 19)
Como aceitaste a noite? Madrugavas.(Como um presente, verso 20)
Sinto que nós somos noite (Passagem da noite, verso 7)
após o desgaste (Uma hora e mais outra, verso 43)
em outro, tristeza. (Uma hora e mais outra, verso 45)

A infância está perdida (Consolo na Praia, verso 2)
Mas a vida não se perdeu. (Consolo na Praia, verso 4)
O último dia do tempo (Passagem do Ano, verso 12)
não é o último dia de tudo.( Passagem do Ano, verso 13)

A execução desse poema me fez perceber que todas as poesias de Drummond na obra A rosa do povo são filosoficamente contraditórias, hora clamando pela vida, hora esperando ansiosamente pela morte. Tentei transpassar ao máximo essa idéia em minha poesia, mostrando as duas faces da dúvida, percorrendo desde a afirmação inicial de receio de viver, até os trechos em que mostram que nem tudo está perdido, que há sempre uma solução e que nada justifica a perda de sua vida, apesar dos pesares. Mesclar as duas idéias no poema foi algo essencial, pois foi exatamente isso que vi no decorrer do livro, a mistura entre uma idéia e outra, contrapostas, analisando o bem e o mal e fazendo um apelo a cada uma delas, mostrando todas suas facetas de modo que quem lê, pode interpretar de diversas maneiras, baseando-se no ponto de vista pessoal.



Outta my hands
dezembro 29, 2008, 12:15 am
Filed under: Pessoal, sentir

palhaço triste Pior que não receber uma ligação é querer ligar mas não saber o que falar. Há momentos que é melhor não dizer nada e deixar você e o outro pensar, mas o coração não sussega. Frases são programadas, palavras analisadas, cada detalhe…mas seria melhor ligar? Dificilmente isso, hoje, vai chegar em algum lugar. Para quê ligar então?
Quem dera o coração pensasse.

E se não houver mais amanhã e tudo acabar assim, não resolvido, conversado?
………não é uma boa desculpa hoje, que estou certa. E dessa vez não vou abrir mão.

    “Oh.. I’m such a fool
    I’m such a fool
    I’m such a fool
    Cause this one’s Outta my hands”
    Katy Perry – Mannequin


Christmas gifts
dezembro 17, 2008, 2:16 am
Filed under: Comportamento, Pessoal

Ontem conversei com um doende/elfo/gnomo dentro do Banco Real, e deixando de lado a parte de achar que ele estava loucamente fora de si por falar de maneira estranha, estar tão sorridente as 10h da noite de uma segunda feira a noite e com um chapéuzinho verde na cabeça, fiquei vendo que o natal deixa as pessoas muito mais “amorosas”. Mesmo aqui no Brasil, que ninguém tem tanto essa cultura igual em alguns outros países (nem temperatura para comemorar o natal), todo mundo feliz, tirando foto com o papai noel, na arvore de natal….Até um bando de uns 7 skatistas tirando foto embaixo de uma arvore e levantando seus skates eu vi, bizarro.
A Av. Paulista está toda enfeitada, as casas absurdamente brilhantes, até tentei tirar algumas fotos de turista mas estava só com o celular e só saiam borroes brancos ¬¬
Acho bonita essa felicidade toda vinda por conta de uma crença que grande maioria nem sabe exatamente a história. Ao menos a cidade fica mais bonita, no dia de natal tem trocentas comidas *__*, todo mundo ganha presentes, a busca do presente perfeito…na verdade era esse meu foco inicial que acabei perdendo.
Comprar presentes sempre é uma tarefa complicada. Você pode conhecer a pessoa há anos, mas nunca vai ter certeza se ela vai gostar do que você vai comprar, se ela precisa..trocentas divagações. Dar presente até para a sua própria mãe é complicado, que é sua MÃE.
Particularmente eu adoooro dar presentes. Quando tenho $tempo$ sobrando e encontro alguma coisa que é cara de alguém, sempre compro, acho mó legal presentear pessoas fora de época, sem essa “obrigação” de épocas. Ver alguém que você gosta ficar super sem jeito de ganhar um presente seu é tão bonitinho ^^. Mas comprar presentes em épocas de presentear é TÃO complicado…ainda mais para mim que adoro fazer algum embrulho bonitinho, fazer alguma caixinha com varias coisas…quando eu tenho *A* idéia, nunca acho exatamente as coisas que preciso e ela nunca sai do jeito esperado…as vezes sai melhor, as vezes sai pior…mas nunca é do jeito que tenho em minha cabeça. E como eu também NUNCA faço as coisas com antecedencia, não posso reclamar…
Não posso reclamar dos presentes que já ganhei (não de todos né… hahaha), acho divertido ficar imaginando como a pessoa chegou a ter essa idéia de dar algo xis para mim, é interessante porque reflete bastante a visão que a pessoa tem de você e isso é muito legal.
Saber o que os outros pensam de você (sendo bom ou ruim) é sempre legal… mesmo que você saiba que grande maioria das vezes nao é NADA daquilo, é bom saber como você exterioriza o que você é e pensa para algumas pessoas, mesmo que suas opiniões nao valham de nada.