Le Desordre C’est Moi


Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.
dezembro 7, 2010, 1:27 am
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Tenho andando tentando fugir da incerteza que se encontra a minha vida. Apesar de tantos caminhos a seguir acabo parada olhando para todos os lados como um cachorro assustado procurando seu dono, sem entender exatamente aonde posso parar. Qualquer rota vai me levar num local diferente que talvez me faça ser a mesma pessoa ou que mude completamente a minha vida e deixe tudo invertido. E eu não sei se é isso que eu quero. Ou se não é.
Por hora permaneço parada buscando uma luz atrás de qualquer um dos caminhos, mas começo a ficar tentada a fechar os olhos, girar e escolher no escuro qual será o destino que vou tomar, já que parece que ninguém mais pode gritar meu nome guiando qual é o caminho mais seguro, feliz e que me deixará mais satisfeita. (Alguém fez isso um dia?)

A impossibilidade de escolher mais de um caminho me corrói de uma maneira absurda, só imaginando a quantidade de VIDA que estou desperdiçando deixando de aproveitar todos eles, podendo escolher apenas um, dentre tantos. Poderia viver trinta e cinco histórias diferentes, mas só posso fazer uma escolha, e nem volta ela terá. Cada escolha abre mais uma gama de caminhos que vão me fazer parar e pensar na quantidade de coisas que estou perdendo não podendo aproveitar cada um deles detalhadamente, voltar e escolher o próximo, um após o outro, até decidir qual eu vivi mais e qual me identificaria melhor para traçar o caminho, seja lá qual for ele. Como eu vou saber qual é o caminho, quando não posso nem conhecer todas as opções e destinos?
Acabo sempre de olhos vendados rodando no escuro, escolhendo um destino que não conheço e que vai me levar para onde nunca estive. Mas e os outros destinos, cada caminho que eu não escolhi, para onde eles vão? Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.

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Por mais responsabilidade online
agosto 2, 2010, 2:29 pm
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Cada vez mais a internet está tomando o lugar do face-to-face, do telefone e de toda a burocracia que isso poderia levar  imprimindo papéis,  chamando motoboys e indo atrás de todas os possíveis registros  de uma ligação telefônica. Hoje, os emails tomaram o lugar das conversas diretas e registram tudo automaticamente. Mas o que deveria ser para facilitar, muitas vezes dificulta.

A internet ainda não é considerada um meio sério de “convivência” por muitas pessoas. Quantos emails referentes a interesse de empregos você enviou e quantos obteve resposta? Isso não aconteceria se você precisasse ir até a porta do local e perguntar qual suas chances e pedindo uma posição. A internet é um meio que muitos ainda consideram informal e não tão sério quanto o real, parece que esquecem que por trás de cada palavra há uma pessoa, e que as relações são basicamente as mesmas. A possibilidade de ignorar uma pessoa sem parecer tão grosseiro cresceu brutalmente com o advento da internet. Você nunca recebeu um “Não recebi seu email” ou alguém com o status de Ausente respondendo suas mensagens no MSN?

Muitas pessoas justificam essa “desimportância” por alguns assuntos que são tratados online porque não consideram um meio totalmente seguro, principalmente pelos SPAMs que muitas vezes tiram a credibilidade de seu email da empresa. O que eles se esquecem é que todos os dias nós ouvimos milhares de assuntos diferentes na rua, no ônibus, no rádio e até conversando com os amigos. Isso não poderia ser considerado spam? Assuntos que muitas vezes você não se interessa, mas é “obrigado” a ouvir? Na internet, ainda há a possibilidade de deletar sem abrir, mas e no mundo real? Você vai mandar a mulher do caixa do banco parar de reclamar com você por um assunto que você não se interessa? Vai dar as costas para os assuntos de elevador e ser chamado de anti-social ou mal educado? Muitas pessoas não hesitam em tomar esse tipo de atitude, mas não há como fazer isso com seu chefe, um policial ou qualquer pessoa que não pode considerar que você o desrespeitou (por mais que apenas não queira ouvir aquela dissertação).

Porque ainda há essa imensa separação do mundo real do virtual, sendo que em todos os meios, existem pessoas por trás de um pensamento ou opinião? Se for para considerar um meio tão promissor como é considerada a internet, vamos começar a tratá-lo com mais seriedade?



A essência de um relacionamento
julho 19, 2010, 4:55 pm
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Companheirismo

Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Adélia Prado

Poucas palavras que resumem como é fácil, possível e delicioso ser feliz quando se tem um companheiro (e não apenas um marido/mulher).



Tentando produzir no ócio

Estou passando por uma fase de ansiedade por falta de absurda falta do que fazer. As vezes acho que tempo de sobra demais me faz produzir de menos, afinal sempre gostei de fazer as coisas sob pressão. De qualquer forma, uma coisa que, por sorte, eu nunca abandonei, é a leitura. Como diz meu perfil do blog, sou fanática e gosto de ler até rótulos de shampoo, provavelmente obra da minha mãe que me oferecia milhares de revistinhas da Mônica quando era pequena.
Como todos que também possuem esse vício, diariamente acho trechos filosóficos, tenho insights por conta do que estou lendo e sempre penso que aquela frase ou memória vai ficar na minha cabeça até eu chegar em casa e desenvolver. Se eu tivesse memória, talvez pudesse contar com ela. Mas, como esse não é o caso, comecei a rabiscar meus livros, revistas, fazer anotações em qualquer folha que vejo pela frente, pensando em não perder o momento que tenho alguma vontade de produzir em meio a todo meu, muitas vezes inutil e infeliz, as vezes abençoado, ócio.

Hoje peguei uma revista aqui em casa que foi ótima de ler, mesmo tendo comprado por engano. Jurava que era a TPM, mas era a TRIP. A capa me atraiu por ser do Wagner Moura e, como a diagramação das revistas é semelhante, nem me dei ao trabalho de ler a frente, folheei um pouco e já trouxe ela para casa. E de uma revista que eu pensava que só falava de surf e esportes radicais, me surpreendi positivamente e já espero pela próxima. Fiz uma série de grifos na revista e compartilhei no meu Tumblr. Para quem se interessar, é esse o link da tag: http://debbiecorrano.tumblr.com/tagged/trip
Meu Tumblr tem sido o refúgio do ócio quando encontro algo criativo que me inspire. Ou algo que o valha. Ultimamente as coisas tem soado um pouco óbvias demais para mim, mas acho que é fase, constatar o óbvio não é um dos meus programas preferidos.

Essa edição é voltada inteiramente a o assunto “Drogas: Uma edição para entender por que se drogar é humano”, e eu já quis emprestar essa revista a pelo menos 3 pessoas diferentes porque acho que TODO MUNDO deveria ler. Mas não consegui, já que tenho aquele amor por revistas e tenho dó delas estragarem, porque ninguém vai cuidar muito bem delas, inclusive eu. Mas pelo menos as mantenho debaixo de minhas asas, bem mãe coruja.
Mesmo que seja raro eu pegar uma revista antiga para ler novamente, gosto de guarda-las, mas fica cada vez mais difícil por conta do espaço. Alias, alguém aí tem uma solução legal para guardar revistas? Quando era mais nova, recortava as matérias e imagens interessantes e guardava numa pasta, mas minha paciência diminuiu e o carinho pelas folhas levemente plastificadas aumentou.

E que meus ócios sejam mais produtivos a partir de hoje, em que tive a brilhante idéia de ir atrás de grifos e anotações que me inspiraram ao menos um pouquinho.



“Te como inteira!” – Meu post no Papo de Homem.
dezembro 23, 2009, 3:06 pm
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Fui convidada a participar do Ladies Room no site Papo de Homem, e meu texto abordou o aprisionamento do olhar masculino perante as mulheres. O mais legal do PhD não são apenas os posts, mas principalmente os comentários. Aconselho que leiam pelo menos alguns, pois lá saem conclusões e idéias incríveis, separando o joio do trigo, é claro. Infelizmente sempre existirão mulheres e homens machistas que não tem capacidade de análise além de seu próprio ego ferido, mas sempre tem os comentários incríveis que acrescentam conhecimento.

Te como inteira! – Sobre o sutil aprisionamento do olhar masculino

Dêem uma olhada e deixem sua opinião, isso é bem importante 🙂
Está sendo uma experiência incrível!



Oportunidades não surgem
janeiro 6, 2009, 7:04 pm
Filed under: Comportamento, para pensar

Conheço algumas pessoas que me dão uma agonia enorme ao conversar sobre qualquer assunto. Não sei se é pelo fato de eu ser extremamente afobada e querer fazer tudo hoje nesse momento e me entupir de tarefas/obrigações/vontades/desejos/sonhos ao mesmo tempo ou se realmente as pessoas NAO QUEREM viver a vida. Não consigo entender a mente de quem não corre atrás dos seus sonhos, da vida, de novidades.
Não acredito que oportunidades surgem na vida e basta você agarra-las ou não. Pra mim, ou você vai atrás de TUDO que quer, ou elas não vao simplesmente cair no seu colo. Uma oportunidade de emprego, uma viagem, uma pessoa nova, uma aventura, uma diversão muito aleatória NÃO VAI cair do céu e te sacudir pra você enxerga-la. Não existe hora e lugar certo. Você precisa ir atrás disso, fazer acontecer. Se você é um merda, não vai existir hora nem lugar certo pra você nunca (a não ser que um avião da nike derrube um tênis de lá de cima, caia na sua cabeça e você ganhe uma indenização de milhares de dolares….mas isso não vem ao caso.).
Acredito que muita gente é o energumeno (?) que é hoje em dia justamente por causa dessa idéia que algum ser humano acomodado disse um dia. Correr atrás, lutar, conhecer gente, conhecer lugares, batalhar, viver, errar, acertar, se foder, voltar atrás, fugir, se arriscar, tudo só acontece se você quer e faz acontecer. Algumas coisas são consequencias de outras, mas é a partir delas que tudo se torna sempre mais legal e tem continuidade.

A vida não te deve nada porque ela nunca te prometeu nada. Não te prometeu um emprego dos sonhos, não te prometeu viagens, não te prometeu VIDA. O principal já foi dado, o que você vai fazer ou deixar de fazer com ela é você que escolhe, e não seu destino pré traçado que NÃO EXISTE. Destino só existe na parte óbvia, como consequencia de seus atos. Se você larga seu emprego é destino ficar sem dinheiro se não fizer mais nada para isso mudar, só.
Pessoas que jogam a culpa na vida são apenas as que não tem força de vontade nem para sequer correr atrás de seus sonhos e querem que os outros façam isso por elas. Me irrita, me dá agonia. Vejo tanta gente com um potencial incrível para crescer, ser alguém na vida, fazer o que quer fazer, VIVER, mas simplesmente fica sentada na cama reclamando o quanto a vida está sendo injusta com ela. Injusto é você que tem todas as possibilidades na sua mão e joga elas fora em troca de coçar o próprio saco.

Tenho um pensamento muito extremista quando se trata de aproveitar o que o mundo tem a te oferecer. Não acho certo deixar as coisas passarem. E isso não é de todo mal. Nem de todo bem. Teria quebrado a cara pelo menos umas 5 mil vezes menos se não tivesse me atirado tanto nas coisas. Mas, em compensação, não seria quem eu sou hoje, não pensaria o que penso hoje…só é preciso por na balança se vale a pena ou não crescer quebrando a cara um trilhão de vezes ou crescer lentamente de acordo com o seu próprio tempo (Que nem você mesmo sabe) e nos seus limites. Cautela extrema é um limite.



Christmas gifts
dezembro 17, 2008, 2:16 am
Filed under: Comportamento, Pessoal

Ontem conversei com um doende/elfo/gnomo dentro do Banco Real, e deixando de lado a parte de achar que ele estava loucamente fora de si por falar de maneira estranha, estar tão sorridente as 10h da noite de uma segunda feira a noite e com um chapéuzinho verde na cabeça, fiquei vendo que o natal deixa as pessoas muito mais “amorosas”. Mesmo aqui no Brasil, que ninguém tem tanto essa cultura igual em alguns outros países (nem temperatura para comemorar o natal), todo mundo feliz, tirando foto com o papai noel, na arvore de natal….Até um bando de uns 7 skatistas tirando foto embaixo de uma arvore e levantando seus skates eu vi, bizarro.
A Av. Paulista está toda enfeitada, as casas absurdamente brilhantes, até tentei tirar algumas fotos de turista mas estava só com o celular e só saiam borroes brancos ¬¬
Acho bonita essa felicidade toda vinda por conta de uma crença que grande maioria nem sabe exatamente a história. Ao menos a cidade fica mais bonita, no dia de natal tem trocentas comidas *__*, todo mundo ganha presentes, a busca do presente perfeito…na verdade era esse meu foco inicial que acabei perdendo.
Comprar presentes sempre é uma tarefa complicada. Você pode conhecer a pessoa há anos, mas nunca vai ter certeza se ela vai gostar do que você vai comprar, se ela precisa..trocentas divagações. Dar presente até para a sua própria mãe é complicado, que é sua MÃE.
Particularmente eu adoooro dar presentes. Quando tenho $tempo$ sobrando e encontro alguma coisa que é cara de alguém, sempre compro, acho mó legal presentear pessoas fora de época, sem essa “obrigação” de épocas. Ver alguém que você gosta ficar super sem jeito de ganhar um presente seu é tão bonitinho ^^. Mas comprar presentes em épocas de presentear é TÃO complicado…ainda mais para mim que adoro fazer algum embrulho bonitinho, fazer alguma caixinha com varias coisas…quando eu tenho *A* idéia, nunca acho exatamente as coisas que preciso e ela nunca sai do jeito esperado…as vezes sai melhor, as vezes sai pior…mas nunca é do jeito que tenho em minha cabeça. E como eu também NUNCA faço as coisas com antecedencia, não posso reclamar…
Não posso reclamar dos presentes que já ganhei (não de todos né… hahaha), acho divertido ficar imaginando como a pessoa chegou a ter essa idéia de dar algo xis para mim, é interessante porque reflete bastante a visão que a pessoa tem de você e isso é muito legal.
Saber o que os outros pensam de você (sendo bom ou ruim) é sempre legal… mesmo que você saiba que grande maioria das vezes nao é NADA daquilo, é bom saber como você exterioriza o que você é e pensa para algumas pessoas, mesmo que suas opiniões nao valham de nada.