Filed under: Inspiração, leitura, Literatura, O que você fez de inédito hoje?, para pensar, Pessoal, relacionamento
Depois de 2 anos e meio nesse endereço absurdamente dificil de escrever (Le Desordre C’est Moi), agora estou escrevendo aqui:
Se você já seguia meu RSS, é só mudar pra esse endereço aqui: http://feeds.feedburner.com/adesordem
Ainda tá bem no comecinho, mas é isso aí. Lá com certeza vai ser bem mais atualizado que aqui, tá?
Beijo
Tenho andando tentando fugir da incerteza que se encontra a minha vida. Apesar de tantos caminhos a seguir acabo parada olhando para todos os lados como um cachorro assustado procurando seu dono, sem entender exatamente aonde posso parar. Qualquer rota vai me levar num local diferente que talvez me faça ser a mesma pessoa ou que mude completamente a minha vida e deixe tudo invertido. E eu não sei se é isso que eu quero. Ou se não é.
Por hora permaneço parada buscando uma luz atrás de qualquer um dos caminhos, mas começo a ficar tentada a fechar os olhos, girar e escolher no escuro qual será o destino que vou tomar, já que parece que ninguém mais pode gritar meu nome guiando qual é o caminho mais seguro, feliz e que me deixará mais satisfeita. (Alguém fez isso um dia?)

A impossibilidade de escolher mais de um caminho me corrói de uma maneira absurda, só imaginando a quantidade de VIDA que estou desperdiçando deixando de aproveitar todos eles, podendo escolher apenas um, dentre tantos. Poderia viver trinta e cinco histórias diferentes, mas só posso fazer uma escolha, e nem volta ela terá. Cada escolha abre mais uma gama de caminhos que vão me fazer parar e pensar na quantidade de coisas que estou perdendo não podendo aproveitar cada um deles detalhadamente, voltar e escolher o próximo, um após o outro, até decidir qual eu vivi mais e qual me identificaria melhor para traçar o caminho, seja lá qual for ele. Como eu vou saber qual é o caminho, quando não posso nem conhecer todas as opções e destinos?
Acabo sempre de olhos vendados rodando no escuro, escolhendo um destino que não conheço e que vai me levar para onde nunca estive. Mas e os outros destinos, cada caminho que eu não escolhi, para onde eles vão? Tantos caminhos para escolher. Tão pouco para desfrutar.
Filed under: Comportamento, para pensar | Tags: email, internet, online, responsabilidade

Cada vez mais a internet está tomando o lugar do face-to-face, do telefone e de toda a burocracia que isso poderia levar imprimindo papéis, chamando motoboys e indo atrás de todas os possíveis registros de uma ligação telefônica. Hoje, os emails tomaram o lugar das conversas diretas e registram tudo automaticamente. Mas o que deveria ser para facilitar, muitas vezes dificulta.
A internet ainda não é considerada um meio sério de “convivência” por muitas pessoas. Quantos emails referentes a interesse de empregos você enviou e quantos obteve resposta? Isso não aconteceria se você precisasse ir até a porta do local e perguntar qual suas chances e pedindo uma posição. A internet é um meio que muitos ainda consideram informal e não tão sério quanto o real, parece que esquecem que por trás de cada palavra há uma pessoa, e que as relações são basicamente as mesmas. A possibilidade de ignorar uma pessoa sem parecer tão grosseiro cresceu brutalmente com o advento da internet. Você nunca recebeu um “Não recebi seu email” ou alguém com o status de Ausente respondendo suas mensagens no MSN?
Muitas pessoas justificam essa “desimportância” por alguns assuntos que são tratados online porque não consideram um meio totalmente seguro, principalmente pelos SPAMs que muitas vezes tiram a credibilidade de seu email da empresa. O que eles se esquecem é que todos os dias nós ouvimos milhares de assuntos diferentes na rua, no ônibus, no rádio e até conversando com os amigos. Isso não poderia ser considerado spam? Assuntos que muitas vezes você não se interessa, mas é “obrigado” a ouvir? Na internet, ainda há a possibilidade de deletar sem abrir, mas e no mundo real? Você vai mandar a mulher do caixa do banco parar de reclamar com você por um assunto que você não se interessa? Vai dar as costas para os assuntos de elevador e ser chamado de anti-social ou mal educado? Muitas pessoas não hesitam em tomar esse tipo de atitude, mas não há como fazer isso com seu chefe, um policial ou qualquer pessoa que não pode considerar que você o desrespeitou (por mais que apenas não queira ouvir aquela dissertação).
Porque ainda há essa imensa separação do mundo real do virtual, sendo que em todos os meios, existem pessoas por trás de um pensamento ou opinião? Se for para considerar um meio tão promissor como é considerada a internet, vamos começar a tratá-lo com mais seriedade?
Filed under: filmes, Inspiração, O que você fez de inédito hoje? | Tags: cinema, curta, I'm Here, MIS, Spike Jonze
O novo curta do Spike Jonze estréia amanhã, só para convidados, no MIS (Museu da Imagem e Som) e apenas na sexta feira será aberto ao público. A apresentação vai até o final da mostra, em agosto.
A história trata de dois robôs apaixonados que moram em Los Angeles e no MIS, prometem que será mais interativa entre o filme e o ambiente que será exibido, mais um bom motivo para quem mora em São Paulo ir até lá assistir.
Esse é o trailler:
Aqui você entra no site oficial.
Eu gosto muito de musicas tranquilas e gostosas de ouvir, como Kate Nash, Regina Spektor, Likke Li…alguns chamam de indie, outros de folk..às vezes até anti-folk (seja lá o que é isso, mas não importa)
Descobri passeando por aí hoje uma banda chamada Florence and the Machine e gostei muito. É bem nesse estilo, tranquila e gostosa de ouvir. Essa aqui, em particular, é uma delícia:
Além de tudo, o clipe é bem bonitinho. (E pelo numero de views, acredito que não seja lá um achado incrível, porque parece ser bem conhecido!)
Para quem quiser ouvir, tem mais no Last.fm deles
Alguém tem mais indicações nesse estilo?
Mas não se enganem, entre essas músicas delicinhas eu também ouço Motley Crüe e outras coisas mais malvadas que não tem nada em comum com nada.
Filed under: Atualidades | Tags: amazing, comida, compra coletiva, oferta, peixe urbano, promoção


Mas por quê isso vale a pena para os estabelecimentos?

P.S. Pode parecer, mas esse não é um post patrocinado.
De qualquer forma: Peixe Urbano, me patrocina! haha
Filed under: Comportamento, Inspiração, Literatura, para pensar, sentir | Tags: Adélia Prado, amor, casamento, poesia
Casamento
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Adélia Prado
Poucas palavras que resumem como é fácil, possível e delicioso ser feliz quando se tem um companheiro (e não apenas um marido/mulher).
A cada nova mudança tecnológica, é demandada uma nova estratégia de audiência, repercussão e, é claro, publicidade.
Conforme os gadgets se desenvolvem, tudo que ele rodeia cresce também. O Kindle Ipad surgiu para modificar a maneira de leitura de consumidores fiéis – ou não – de livros e revistas. Assim como a internet surgiu para revolucionar a maneira de ouvir rádio e ver televisão, e assim acontece com toda a evolução de gadgets que aparecem diariamente, gerando um efeito dominó de crescimento compartilhado.
Esse vídeo trata exatamente disso, mostrando que não existe uma maneira de obter sucesso na internet utilizando publicidade dita como “tradicional” que sempre foi utilizada na televisão e em outros meios. É o compartilhamento e o crescimento coletivo que dominam esse setor, enquanto o rádio, a mídia impressa, o outdoor e todos os meios de comunicação, cada um possui sua estratégia. E a internet é o meio mais aberto para crescer em diversas ramificações relacionadas à publicidade.
Vídeo muito bonitico e extremamente interessante.

Podia sentir que naquele lugar ela poderia dançar entre suas mil personalidades, oscilando em temperamentos e vontades, como sempre desejou.
Que ali poderia ser quem ela realmente era, pensar e falar o que quisesse, contar seus maiores medos, dos infantis aos realmente assustadores. E dizer tudo que ela estava sonhando sem ser taxada de louca ou mal interpretada.
Ela não é pré julgada, é acolhida.
É ali que ela quer passar essas noites de inverno que estão por vir, comendo besteiras, brincando com seus cachorros, fazendo as unhas ou dormindo. Não importa o que, importa onde.
E que afinal, pensar todas as loucuras que ela pensou a vida inteira não é errado, ela pode contar ali, e é estimulada a pensar ainda mais a fundo, enlouquecer e se perder cada dia mais. Afinal, o lugar geográfico é o de menos.
E ela notara que ali, deitada naquele ombro, era seu lugar.
Filed under: dicas, O que você fez de inédito hoje? | Tags: atemporal, gastar, valer a pena
Pequenos prazeres clássicos que você adquire começam a explicar porque é tão bom possuir algo tão atemporal.
E fazem você gastar uma grana violenta.


